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DIÁLOGO NACIONAL INCLUSIVO DIVIDE OPINIÕES E LEVANTA DÚVIDAS SOBRE MUDANÇAS NO PROCESSO ELEITORAL EM MOÇAMBIQUE

Joaquim Tauzene, Rádio Pax – Beira, Moçambique

O Diálogo Nacional Inclusivo, lançado com o objetivo de promover consensos políticos e garantir eleições mais pacíficas em Moçambique, continua a gerar reações divergentes entre os cidadãos.

Para Alberto João, entrevistado pela nossa reportagem, o processo não passa de uma iniciativa sem resultados práticos. Segundo o entrevistado, o diálogo serve apenas para acalmar os ânimos da população, mas não traz mudanças reais no sistema político e eleitoral do país. Na sua opinião, os problemas que marcam os processos eleitorais em Moçambique não se resolvem com encontros e debates, mas com ações concretas, sobretudo na contagem dos votos.

Alberto, defende que a transparência eleitoral é o principal caminho para evitar conflitos e manifestações. Para ele, uma contagem correta e rápida dos votos poderia resolver grande parte das tensões pós-eleitorais. O entrevistado considera ainda que a demora no anúncio dos resultados cria espaço para especulações, desconfiança e possíveis irregularidades.

Questionado sobre as manifestações registadas no ano passado, Alberto reconhece que manifestar é um direito constitucional, mas lamenta a forma como os protestos ocorreram. Segundo ele, a atuação da polícia contribuiu para a escalada da violência, resultando em mortes e vandalização, o que prejudica a imagem do país.

Apesar das críticas, o entrevistado admite que o Diálogo Nacional Inclusivo pode ter impacto positivo, desde que as contribuições dos cidadãos sejam realmente consideradas. Defende que as opiniões dos moçambicanos devem ser levadas a sério para garantir eleições transparentes e uma transição pacífica do poder.
Como proposta concreta, Alberto sugere que os resultados eleitorais a nível distrital e municipal sejam divulgados até 48 horas após a votação e que o anúncio geral não ultrapasse sete dias. Para ele, esta medida reduziria conflitos pós-eleitorais e fortaleceria a credibilidade do sistema eleitoral moçambicano.

Outro cidadão, João José Chazuíta, destacou a importância da iniciativa. Segundo ele, o sucesso do diálogo dependerá de como cada contribuição for considerada pelas autoridades. Chazuíta sugeriu ainda que o processo de contagem e divulgação dos resultados eleitorais seja mais ágil. Ele acredita que os resultados por município ou distrito poderiam ser divulgados em até 48 horas após as eleições, reduzindo especulações e fortalecendo a credibilidade do sistema eleitoral.

De referir que a expectativa é que, caso estas propostas sejam incorporadas no Diálogo Nacional Inclusivo, possam prevenir problemas pós-eleitorais, aumentar a confiança da população nas instituições e melhorar a imagem de Moçambique perante a comunidade internacional.

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