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FALTA DE EMPREGO LEVA PROFISSIONAIS FORMADOS AO MOTOTÁXI NA CIDADE DA BEIRA

Joaquim Tauzene, Rádio Pax Beira-Moçambique

A falta de emprego formal continua a empurrar muitos jovens e profissionais formados para o setor informal, na cidade da Beira, província de Sofala. Uma das principais alternativas encontradas tem sido o mototáxi, atividade que garante o sustento diário de várias famílias.

A nossa equipe de reportage ouviu na manha desta segunda-feira, mototaxistas que relataram como o desemprego os levou a optar por esta atividade, apesar de possuírem formação técnico-profissional e superior.

Jovaldo Saul Miguel, começou a fazer mototáxi em 2021. Formado em Sistemas Elétricos Industriais, explica que, mesmo depois de concluir o curso, não conseguiu colocação no mercado de trabalho. Segundo conta, após terminar a formação submeteu documentos em várias empresas, mas não obteve aceitação, o que o obrigou a procurar uma alternativa para garantir o sustento da família.

Joaldo afirma que já não tinha outra opção e que a situação exigia uma resposta imediata. Apesar das dificuldades, reconhece que o mototáxi tem sido fundamental para assegurar o pão de cada dia e diz sentir-se satisfeito por conseguir sustentar a família através deste trabalho.

Situação semelhante é vivida por Mariza Tomé, morador do bairro de Chimpangara. Formado em Gestão Portuária, Mariza refere que a falta de emprego foi o principal motivo que a levou a trabalhar como mototaxista. Segundo explica, permanecer em casa sem rendimento deixou de ser uma opção sobretudo por causa das responsabilidades familiares.

Mariza, conta que procurou emprego e tentou estagiar em várias instituições, mas sem sucesso. Diante deste cenário, decidiu recorrer ao mototáxi como forma de sobrevivência, considerando tratar-se de um trabalho digno que permite colocar comida na mesa.

Os testemunhos refletem uma realidade vivida por muitos jovens na cidade da Beira que, apesar da formação académica e técnica, continuam a enfrentar dificuldades de inserção no mercado de trabalho formal, encontrando no setor informal uma alternativa para garantir a subsistência familiar.

 

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