Joaquim Tauzene, Rádio Pax Beira–Moçambique
Empresários da província de Sofala, lançaram um Movimento Solidário com o objetivo de mobilizar apoio humanitário às famílias afetadas pelas chuvas intensas que atingiram as regiões Sul e Centro de Moçambique, deixando centenas de pessoas desalojadas, sem alimentos e sem bens essenciais.
O lançamento da iniciativa teve lugar na tarde desta quarta-feira, na cidade da Beira, e contou com a participação de representantes do setor empresarial, associações da sociedade civil, num esforço conjunto para responder à crise humanitária provocada pelas intempéries.
Segundo o presidente da Associação Comercial da Beira, Félix Machado, trata-se de um movimento inclusivo que não pertence a uma única entidade, mas sim a toda a sociedade da província de Sofala.
Félix Machado destacou que, em poucas horas muitas famílias perderam tudo o que construíram ao longo de uma vida, havendo crianças a dormir ao relento, pais sem meios para proteger os seus filhos e idosos totalmente dependentes da solidariedade comunitária.
O movimento apela à participação da população em geral, defendendo que cada contribuição, por menor que seja, pode fazer a diferença. “Um saco de arroz, um cobertor ou uma contribuição financeira pode significar uma refeição, uma noite segura e uma nova esperança”, sublinhou.
Por sua vez, o presidente do Conselho Empresarial de Sofala, Ricardo Cunhaque, apelou à solidariedade de todos os cidadãos moçambicanos, dentro e fora do país, frisando que a ajuda deve ser prestada com responsabilidade, organização e dignidade.
Ricardo Cunhaque, destacou ainda a situação crítica de distritos vulneráveis como Búzi e Machanga, defendendo uma articulação eficaz entre o setor privado, o Governo e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, de forma a garantir que a ajuda chegue às zonas mais afetadas.
De acordo com os promotores, o Movimento Solidário de Sofala funcionará de forma organizada e transparente, com pontos de recolha de bens previamente identificados, divulgação de contactos através de panfletos e redes sociais, bem como contas bancárias para contribuições financeiras. Todos os donativos serão canalizados ao INGD, entidade responsável pela distribuição da ajuda conforme as necessidades no terreno.





