Joaquim Tauzene Rádio Pax Beira-Moçambique
A Polícia da República de Moçambique (PRM), em Sofala, deteve um indivíduo de 41 anos de idade identificado como cobrador de uma viatura de transporte semi-coletivo de passageiro suspeito de envolvimento num esquema de furto, transporte e comercialização ilegal de carne bovina na cidade da Beira.
O detido residente no distrito de Dondo província de Sofala, confessou que foi contratado para transportar carne de proveniência ilícita recolhida em zonas rurais do distrito de Búzi com destino ao mercado informal na Beira. Segundo o próprio, a carne correspondia a três cabeças de gado bovino e foi carregada numa zona de mato em Tarica, durante a madrugada.
O suspeito afirmou que esta não foi a primeira vez que realizava o transporte, tendo recebido anteriormente dois mil meticais por um serviço semelhante. Desta vez, teria sido prometido um valor de 30 mil meticais que não chegou a receber uma vez que a viatura foi interceptada durante uma perseguição policial ao longo da Estrada Nacional Número Seis.
De acordo com o porta-voz da PRM em Sofala Honório Chimbo, a detenção resulta de um trabalho operativo intensivo, na sequência de várias queixas relacionadas com o furto e abate ilegal de gado bovino, com maior incidência no distrito de Búzi. A polícia explica que se trata de uma quadrilha que após furtar e abater o gado, procedia à venda da carne no mercado negro da cidade da Beira com destaque para o mercado maquinino.
O porta-voz acrescentou que, quando a viatura foi mandada parar num dos postos de controlo os ocupantes colocaram-se em fuga, o que culminou numa perseguição policial. O cobrador acabou detido, enquanto o motorista e o alegado mandante do crime encontram-se a monte, estando já em curso diligências para a sua localização e neutralização.
A PRM esclareceu ainda que, devido ao estado avançado de deterioração, a carne apreendida foi incinerada pelas autoridades competentes, por representar um risco à saúde pública.
A polícia aproveitou a ocasião para apelar à população a redobrar a vigilância e evitar a compra de carne de proveniência duvidosa, sublinhando que o consumo de produtos sem controlo sanitário constitui um perigo grave para a saúde e alimenta redes criminosas.

