Joaquim Tauzene, Rádio Pax Beira-Mocambique
A paralisação dos trabalhadores do jornal Diário de Moçambique na cidade da Beira, está diretamente ligada à elevada dívida que o Governo mantém com a empresa, avaliada em cerca de 25 milhões de meticais referente a serviços prestados a vários sectores do Estado.
A informação foi avançada pela administração do jornal, que reconhece a existência de três meses de salários em atraso, situação que desencadeou a suspensão das atividades por parte dos trabalhadores.
Segundo o representante do grupo académico no Diário de Moçambique, Faizal Gani, o incumprimento do Estado principal cliente da empresa, tem afetado gravemente a capacidade financeira do jornal. A administração explica que, sempre que entram receitas em caixa a prioridade tem sido o pagamento de salários, mas os valores disponíveis não têm sido suficientes para cobrir todos os compromissos incluindo despesas operacionais básicas.
A direção do jornal alerta que a continuidade do atraso no pagamento da dívida estatal coloca em risco a sustentabilidade da empresa podendo comprometer a normal operação e até levar à falência caso não haja uma solução a curto prazo.
Por sua vez, a representante dos trabalhadores, Vânia Óscar, afirma que a paralisação é uma medida de último recurso depois de esgotadas todas as tentativas de diálogo com a direção. A fonte exige o pagamento imediato e incondicional dos salários em atraso, sublinhando que os trabalhadores enfrentam sérias dificuldades sociais e económicas e que não podem continuar a suportar as consequências do incumprimento financeiro.
Os trabalhadores garantem que a paralisação vai manter-se até que existam garantias claras quanto ao pagamento dos salários em atraso, defendendo que a solução do impasse passa essencialmente pela liquidação da dívida do Estado à empresa.





