Bulande Domingos, Rádio Pax-Beira Moçambique
A ideia surge na sequência do recrudescimento da xenofobia na vizinha África do Sul, uma situação que põe em risco a vida dos emigrantes africanos residentes naquele país, incluindo os moçambicanos. Em entrevista à Rádio Pax, Emissora-Católica da Beira, o historiador especialista em História de África e de Moçambique, Professor Doutor Inordine Khadre Muchanga, começou por contextualizar o passado histórico dos ataques xenófobos.
O académico alerta que este não é apenas um problema da África do Sul, mas sim da região austral do continente, com motivações como pobreza, desemprego acentuado e migração. A fonte levanta a hipótese de que alguns sul-africanos tenham optado por expulsar estrangeiros como forma de pressionar o governo a garantir emprego aos nativos.
Além da criação de oportunidades económicas internas e consequente redução do fluxo migratório para a “terra do rand”, o historiador defende a criação de emprego na África do Sul como forma de reduzir as tensões naquele país, políticas migratórias claras, combate às desigualdades sociais e punição de quem pratica xenofobia, entre outras medidas.
O Professor Doutor elenca uma série de impactos que afectam a África do Sul e os países da região, com destaque para as crispações políticas entre nações.
Recentemente, o Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, esteve na vizinha África do Sul em missão de trabalho, a convite do seu homólogo Cyril Ramaphosa, onde abordou a questão da xenofobia, tendo tendo apelado o fim da tensão.

