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Papa: o dom da paz à Ucrânia oprimida pela brutalidade da guerra

Na Audiência Geral o Papa Francisco voltou a pedir o dom da paz à “martirizada Ucrânia”, enquanto continuam os bombardeios russos em várias regiões do país. Dois foguetes não explodiram em ataque contra igreja em Kherson, o que evitou uma tragédia.

Vatican News

“O dom da paz”: ao saudar os jovens, doentes, idosos e recém-casados ao final da Audiência Geral desta quarta-feira, a última de 2022, o Papa Francisco pediu que o Menino de Belém “conceda à martirizada Ucrânia, oprimida pela brutalidade da guerra, o ansiado dom da paz”.

Nenhum foguete explodiu sobre a igreja

 

De fato, os bombardeios russos contra o país do leste europeu não dão trégua. Mas em meio aos ferozes combates e à destruição, há também a mão da Providência para evitar tragédias ainda maiores. Durante o bombardeio dos russos no centro de Kherson de Grady, em 23 de dezembro, dois foguetes atingiram a igreja católica que naquele momento estava repleta de fiéis, entre eles muitas crianças, mas não explodiram.

Um dos foguetes caiu e se partiu em dois, o outro ficou preso na parede, como contou o bispo católico latino de Odessa-Simferopol, Dom Stanislav Szyrokoradiuk, durante a Missa da vigília de Natal. O relato foi publicado no site informativo da Igreja Católica Latina na Ucrânia, relançado na Itália pela Agência SIR.

Muitos falam em verdadeiro ‘milagre’. De fato, todos estavam no templo, havia quem limpava, crianças, mulheres, dois sacerdotes, aqueles que preparavam o templo para a festa de Natal. Um dos foguetes deixou apenas buracos no teto, mas não explodiu. Uma verdadeira graça. Enquanto isso, a Igreja Católica ucraniana recorda que no dia 24 de dezembro dez pessoas morreram e 55 ficaram feridas nesta área devido aos bombardeios russos.

Irmã Ligy: damos assistência a civis em fuga

 

E em meio aos contínuos alarmes de ataques aéreos em todo o país, fala uma religiosa indiana, Irmã Ligy Payyappilly, 48 anos, superiora do convento das Irmãs de São José de São Marcos em Mukachevo, Ucrânia. Em carta enviada à Agência AsiaNews, a religiosa falou sobre o Natal em um contexto de guerra.

“Toda semana a Rússia dispara de 80 a 100 mísseis contra a Ucrânia. Não há eletricidade na Ucrânia, tudo é como um sono mortal, um pesadelo”, escreve ela, que está no país há 20 anos e após a invasão da Rússia em fevereiro deste ano, com 17 irmãs decidiu ficar para ajudar os civis em fuga. A religiosa descreve a coragem dos ucranianos e como, por ocasião do Natal, o convento das irmãs se transformou em um local de abrigo e hospitalidade.

O convento tornou-se como a estrebaria de Belém

 

“Partilhamos tudo o que temos com eles”, sublinha a freira, especificando que os alimentos são doados por vários benfeitores, pessoas que conhecem a comunidade ou países estrangeiros como a Alemanha. Em outros países também estão sendo recolhidos vários objetos de consumo, roupas e medicamentos.

“Também fornecemos comida aos soldados ucranianos, distribuímos tudo o que recebemos”, explica Irmã Ligy. “Dois estudantes indianos que estudavam medicina em Kharkhiv estão aqui conosco, porque queriam terminar seus estudos . No início, os colocamos em um albergue, mas eles ficaram lá apenas dois dias, porque os sistemas de aquecimento não estava funcionando e não havia comida. Agora eles estão conosco. O convento tornou-se efetivamente a estrebaria de Belém e “Deus armou sua tenda entre nós. Ampliamos o espaço de nossa tenda onde todos podem encontrar amor, alegria e esperança”.

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