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Israel anuncia fim da “fase intensiva” no norte de Gaza.

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, anunciou o fim da “fase intensiva” da guerra no norte da Faixa de Gaza e adiantou que esta terminará em breve na zona de Khan Younis, onde combates se concentram atualmente.

As tropas israelitas estão a levar a cabo operações de menor intensidade no norte da Faixa de Gaza, “depois de terem derrotado todos os batalhões do Hamas na zona”, explicou Yoav Gallant, no mesmo dia em que o exército comunicou a retirada de uma das divisões que operam no enclave, onde ainda restam três.

“No sul da Faixa de Gaza, a fase intensiva terminará em breve”, disse o ministro numa conferência de imprensa, na segunda-feira (15.01), referindo-se à batalha de Khan Younis, um reduto do Hamas no sul, mas sem indicar uma data exacta.

Segundo Gallant, as tropas israelitas em Khan Younis estão concentradas em encontrar “a cabeça da serpente”, referindo-se à liderança do Hamas, que acreditam estar escondida nos túneis subterrâneos da cidade.

A prioridade de Israel é capturar o líder do Hamas, Yahya Sinwar, e o chefe da sua ala militar, Mohamed Deif, ambos considerados os mentores do ataque em solo israelita a 7 de outubro, que deixou mais de 1.200 mortos e cerca de 250 raptados.

Gallant explicou que as tropas estão a promover operações de menor intensidade na Faixa de Gaza “após derrotar todos os batalhões do Hamas” na zona, e no dia em que o Exército israelita anunciava a retirada de uma das divisões que invadiram o enclave, onde ainda permanecem três.

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Faixa de Gaza: Situação humanitária continua a deteriorar-se

Reforço da presença militar na Cisjordânia

As declarações do ministro coincidem com o anúncio do Exército israelita sobre a retirada do terreno da 36ª divisão para um período de recuperação e treino, no âmbito da estratégia israelita de longo prazo contra o Hamas, e que também inclui um reforço da presença militar na Cisjordânia ocupada, onde a violência tem vindo a aumentar. 

Previamente, Yoav Gallant, tinha referido que os palestinianos “vão governar” a Faixa de Gaza após a guerra, quando o movimento islamita palestiniano Hamas “nunca mais ameaçar” Israel.

“Os palestinianos vivem” na Faixa de Gaza, “em consequência, os palestinianos vão governá-la no futuro. O futuro governo de Gaza deve ser proveniente da Faixa de Gaza e baseado nas forças que não ameaçam o Estado de Israel”, disse o ministro.

ofensiva israelita tem destruído a maioria das infraestruturas de Gaza e perto de dois milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas casas, a quase totalidade dos 2,3 milhões de habitantes do enclave, controlado pelo Hamas desde 2007.

A população da Faixa de Gaza também se confronta com uma crise humanitária sem precedentes, devido ao colapso dos hospitais, o surto de epidemias e escassez de água potável, alimentos, medicamentos e eletricidade.

Fonte: Dw.com

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