Joaquim Tauzene Rádio Pax Beira-Moçambique
O medo do diagnóstico e a falta de informação continuam a ser desafios para pessoas que vivem com doenças crónicas, como a diabetes e a hipertensão arterial. Na cidade da Beira, uma paciente de 53 anos que falou à Rádio Pax–Emissora Católica da Beira sob condição de anonimato, contou que descobriu que tinha diabetes há quatro anos, mas adiou o tratamento até começar a sentir cansaço, sede excessiva e visão distorcida.
A paciente revelou que recebeu a notícia com tristeza e chegou a chorar por recear as consequências da doença. Actualmente após quatro meses de tratamento afirma que consegue realizar as suas actividades diárias e aconselha outras pessoas a procurarem os serviços de saúde logo que suspeitem de algum problema.
Outro paciente, de 62 anos, antigo funcionário do sector da Educação e actualmente reformado, que também falou à Rádio Pax sob condição de anonimato, revelou que descobriu que sofria de hipertensão arterial em 2023. Segundo contou, antes de iniciar o tratamento sentia dores de cabeça frequentes e cansaço. Com a medicação e o cumprimento das orientações médicas, afirma ter registado melhorias no seu estado de saúde.
A fonte, manifestou preocupação com as pessoas que abandonam o tratamento depois de iniciarem as consultas e alerta para a importância de controlar regularmente a pressão arterial mesmo quando os sintomas diminuem.
Por sua vez, Assunção Major, técnica de saúde no Centro de Saúde de Macurrungo, na cidade da Beira, que concedeu a entrevista à Rádio Pax alerta que a diabetes pode manifestar-se através de sede excessiva, vontade frequente de urinar, fome constante, cansaço anormal e alterações da visão.

Assunção, explica ainda que a hipertensão pode evoluir silenciosamente e provocar complicações graves, como acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.
Para reduzir os riscos, recomenda o controlo regular dos níveis de açúcar no sangue e da pressão arterial, uma alimentação equilibrada, a prática de actividade física e o cumprimento das prescrições médicas, sublinhando que a medicação não deve ser interrompida sem orientação de um profissional de saúde.





