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O ARCEBISPO DA BEIRA CRITICA O USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA DESTRUIR O MUNDO

Rogério Maduca, Beira – Moçambique

Celebra-se hoje, 1 de janeiro, o 57º Dia Mundial da Paz, e neste ano o Papa Francisco propôs como tema: “Inteligência artificial e Paz”, um convite ao diálogo aberto sobre o significado das novas tecnologias, o seu uso responsável para o bem da humanidade e proteção da casa comum.

No primeiro dia de 2024, fiéis de diferentes paróquias da Arquidiocese da Beira, estiveram na paróquia Nossa Senhora de Fátima, onde participaram da celebração eucarística por ocasião da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz. A cerimónia foi presidida pelo Arcebispo da Beira, Dom Cláudio Dalla Zuanna, concelebrada pelo Bispo Auxiliar, Dom António Constantino e vários sacerdotes.

O Prelado reconheceu na sua homilia que as máquinas construídas pelos homens nos ajudam a ir além das nossas capacidades, fora do limite humano, multiplicando forças.

A “aprendizagem” das máquinas (inteligência artificial) permite resolver questões complexas de forma rápida, mas neste processo os equipamentos não são capazes de aprimorar a sensibilidade, pois segundo referiu Dom Cláudio, a inteligência não é apenas uma sequência de coisas logicas que se vão repetindo, é sim a capacidade de amar, ter compaixão e uma máquina não tem estas capacidades.

Citando o Sumo Pontífice, o Arcebispo da Beira recordou que a inteligência artificial não tem moral, por isso que os homens não podem esconder-se por detrás das máquinas e culpá-las nas suas acções destrutivas.

Refira-se que o a celebração do Dia Mundial da Paz foi proposta pelo Papa Paulo VI em 1967 e a primeira celebração teve lugar em janeiro de 1968.

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