Joaquim Tauzene Rádio Pax Beira-Moçambique
Com a subida das temperaturas e as chuvas intensas que têm provocado bolsas de água, aumentando a presença de mosquitos nas noites quentes, muitos moradores recorrem ao chamado “dragão”, uma espiral de inseticida acesa nas casas na tentativa de afastar os pequenos invasores. Entre o fumo que se espalha pelos quartos e a esperança de noites mais tranquilas, surgem também dúvidas e preocupações. Alguns consumidores relatam que certas marcas do produto não apenas falham no combate aos mosquitos, como também provocam desconfortos à saúde, levantando questionamentos sobre a sua qualidade e segurança.
Uma das consumidoras entrevistadas, pela reportage da radio pax emissora catolica da Beira, Fátima, contou que deixou de usar o produto após sentir alguns efeitos negativos. Segundo ela, sempre que utilizava o inseticida, apresentava sintomas como dores de cabeça, tosse e sensação de intoxicação.
Fátima afirma que utilizou o produto durante cerca de duas semanas, mas percebeu que os sintomas apareciam sempre que o utilizava. Depois de abandonar o uso, disse ter notado melhorias na sua saúde.
Além dos consumidores, alguns vendedores também comentaram sobre a qualidade de determinadas marcas que circulam no mercado. O vendedor Germano Alberto afirma que existem produtos mais baratos que têm gerado reclamações entre os clientes.
Segundo ele, algumas pessoas relatam que certos tipos de “dragão” não conseguem matar os mosquitos ou até mesmo se apagam rapidamente após serem acesos. Outros consumidores dizem ainda que o fumo do produto pode provocar constipação ou irritação respiratória.
Apesar das críticas, o preço mais baixo faz com que algumas dessas marcas continuem a ser vendidas. O vendedor Renato Júlio explica que muitos comerciantes optam por esses produtos porque oferecem maior margem de lucro.
No balé entre fumaça e noite quente, a disputa entre marcas revela mais do que preferência: mostra a busca incessante por alívio, segurança e confiança. Entre espirais que queimam lentamente e olhares atentos, o pequeno inimigo zune, e os corações humanos buscam equilíbrio, tentando domar o invisível sem perder a saúde ou a esperança.
RECLAMAÇÕES SOBRE A INEFICIÊNCIA DO INSETICIDA “DRAGÃO” PREOCUPA CONSUMIDORES E VENDEDORES





