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“O desalento e desconfiança abrem espaço para formas de fazer política que se alimenta da manipulação” – dizem os Bispos Católicos

Rogério Maduca – Beira, Moçambique

Reunidos na Matola (Sul do país), em sua 132ª Assembleia Plenária, os Bispos da Conferência Episcopal de Moçambique discutiram entre vários assuntos, a despedida e agradecimento a Dom Cláudio Dalla Zunna, arcebispo emérito da Beira, a eleição do novo Magno Chanceler da Universidade Católica de Moçambique, a visita do Secretário de Estado do Vaticano, revisão dos estatutos da CEM, incluindo a situação sócio-político e eclesial moçambicana.

E sobre a situação sócio-político e eclesial no país, falam de um mundo marcado por conflitos e num país em que as fragilidades sociais se evidenciam, por isso são chamados a ser cada vez mais um sinal de esperança e da reconciliação que nasce do Evangelho e se traduz numa presença concreta junto das pessoas.

No documento assinado pelo Arcebispo de Nampula e Presidente da CEM, Dom Inácio Saúre, o episcopado moçambicano descreve as calamidades naturais, o conflito em Cabo Delgado, a instabilidade internacional, e suas consequências, com destaque para a pobreza crescente, perca de qualidade da educação, falta de medicamentos básicos nos hospitais, a degradação das estradas, o desencanto de muitos jovens, o que interpela e recorda que a Igreja deve permanecer junto das feridas e esperanças da sociedade.

Outra situação observada pelos Bispos, é que o cansaço, desalento e desconfiança, abrem espaço e a formas de fazer políticas que se alimentam mais da manipulação e da propaganda do que da busca sincera de soluções efectivas e realistas para solucionar os problemas da população.

Diante desta triste realidade, surge um apelo a todos para que com o seu empenho político e cívico, inspirados na Doutrina Social da Igreja, contribuam sempre mais para a reconciliação social e o diálogo inclusivo e para uma esperança concreta, capaz de tocar a existência real das pessoas e das comunidades, lê-se no documento.

Na conclusão do comunicado desta sessão plenária, os Bispos referem que, acreditam que a força de Moçambique reside na fé em Deus do seu povo, acrescentando que essa fé pode inspirar em todos a coragem e a energia necessárias para superar as tendências negativas e ajudar a promover o bem comum.

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